domingo, 30 de novembro de 2008

Hoje, vou tirar-te de vez da minha vida. Sim, hoje estou definitivamente decidida. Procurei, quase subitamente, nos meus pensamentos as coisas boas que tu me fazias recordar. Parei no tempo derepente percebi que não havia mais nada alem de um vazio. Então procurei a velha caixa de cartão forrada com um papel de natal já utilizado. Como era quase angelical aquela caixa embora por dentre guarde a historia de uma vida perdida. Comecei então por tirar as cartas de papel amarelo com partículas de pó e uma letra quase perfeita. Comecei a ler mentiras que cegavam o coração. Num estante, lembrei me o quanto felizes fomos e poderíamos ser. Peguei num fosforo ia começar o ritual do esquecimento prematuro mas para sempre. Cada carta que caia derramada sobre aquela pequena chama era como se fosse uma faca ponteada em direcção ao meu coração. Mas eu sabia que havia de renascer havia de ser livre para amar mais uma vez. Ganhei coragem . Todas as cartas não passavam de cinza de um passado tão perto e tão longe. Deixei a rosa que eu cuidadosamente sequei ainda como uma ultima recordação. A cada dia que passa ela fica mais frágil e mais feia...aos poucos não lhe restarão petelas.

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